domingo, 10 de janeiro de 2016

1.ª Brigada: António José Claudino de Oliveira Pimentel


O Tenente coronel ANTÓNIO JOSÉ CLAUDINO DE OLIVEIRA PIMENTEL nasce em 1776, em Torre de Moncorvo, filho de João Carlos de Oliveira Pimentel, capitão mor de ordenanças de Moncorvo, e de D. Violante Engrácia de Silva Torres. Após adquirir a instrução básica, vai para Lisboa para continuar os estudos. 

A 26 de maio de 1795, assenta praça como cadete no Regimento de Cavalaria de Alcântara. Nesse mesmo ano oferece-se como voluntário na Esquadra que escoltou o Exército Auxiliar na Catalunha e Rossilhão e torna-se artilheiro da Brigada Real de Marinha tendo servido, entre 1795 e 1802, em diversas esquadras do Brasil. 

A 9 de junho de 1802, é promovido a 2.º Tenente agregado, incerto se ainda na Brigada Real de Marinha se já tendo passado ao Exército. A 4 de novembro do ano seguinte, é promovido a tenente agregado do Regimento de Infantaria de Bragança, e a efetivo, pouco mais de um ano depois (6 de janeiro de 1805).

Em 1807, inscreve-se na Real Academia de Marinha, frequentando o curso de matemática. Em Junho de 1808, apresenta-se ao general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda e, a 23 de setembro do mesmo ano é promovido a capitão do seu regimento, de Bragança, agora o n.º 24. A 22 de junho de 1810, é nomeado ajudante d’ordens do marechal de campo Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, em Trás-os-Montes. Está presente em Puebla de Sanabria, a 10 de agosto, e foi promovido a sargento mor, a 17 de agosto, “por haver conduzido a Águia do Batalhão Suiço, que capitulou” ao quartel general do marechal Beresford. 

A 3 de agosto de 1813, é nomeado sargento mor do Regimento de Infantaria n.º 5, que estava aquartelado em Elvas, onde permaneceu até ao fim da guerra. 

Passa, com 29 anos, à Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, como tenente coronel comandante do 3.º Batalhão de Caçadores.

2.ª Brigada: Francisco Homem de Magalhaes Quevedo Pizarro


O Brigadeiro FRANCISCO HOMEM DE MAGALHÃES QUEVEDO PIZARRO nasce em Bobeda, Chaves, a 27 de setembro de 1776, filho de José da Silva Cardoso Pizarro, capitão de Cavalaria e fidalgo da Casa Real, e de D. Henriqueta José Gabriela de Quevedo. 

Assenta praça no Regimento de Cavalaria de Chaves, em 28 de Fevereiro de 1791. 
A 2 de agosto de 1793, passa à Armada Real, como Aspirante a Guarda Marinha; a guarda marinha, a 27 de novembro de 1794, e a segundo tenente, a 5 de novembro de 1796. Por decreto de 27 de Julho de 1799, é promovido a primeiro tenente e participa, em 1801, nas expedições navais de Tripoli e Malta, embarcado na Nau Afonso de Albuquerque. 

Em 27 de maio de 1804, sai da Armada e volta a casa sendo nomeado tenente coronel agregado do Regimento de Milícias de Chaves. A 1 de fevereiro de 1809, passa ao Quartel General do tenente general Bernardim Freire de Andrade, em Braga. A 28 de setembro de 1809, é submetido a Conselho de Guerra, que decorreu na Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho, sob a acusação de “querer defender a Praça de Chaves contra a ordem do General Silveira, e não fazer depois a defeza possível, que devia”. Foi julgado inocente, e mandado entrar no exercicio do seu posto, o de tenente coronel do Regimento de Infantaria n.º 12, com antiguidade de 10 de fevereiro. 
A 24 de agosto de 1812 é graduado em coronel e, a 11 de novembro do mesmo ano, passa a coronel efetivo do Regimento de Infantaria n.º 16. 
Durante a campanha de 1813, está presente nas batalhas de Vitória, Pirinéus, S. Sebastian, Nivelle e Nive, onde, a 10 de dezembro, reagindo a uma carga de cavalaria inimiga, é atropelado e feito prisioneiro. 

Passa, com 39 anos, à Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, como brigadeiro comandante da 2.ª Brigada de Voluntários Reais.

* * *

«Os fins de 1814 trouxerão a seus Lares os filhos da Patria, o Exercito de Portugal repousava á sombra dos Louros, que tanto sangue tinhão custado, quando El-Rei quiz que uma parte dos seus Soldados passasse ao Novo Mundo: uma grande parte do Exercito (fomos testemunhas) se disputou n'aquelle tempo a gloria de vir ao Brazil, só na Divizão da Extremadura havia mais Voluntários Reaes, do que El-Rei ordenava: o General Pizarro fiel sempre a seus princípios, e ancioso de empregar a vida no serviço d'El Rei  abandonou sua Patria, uma Consorte querida, sacrificou seus interesses, e de seus infelices filhes á gloria de Commandar uma Brigada diante d' El-Rei, a quem elle , e a sua dilatada família deverão sempre amparo, e honra : foi-lhe então observado por alguns dos seus Amigos, que a sua Caza arruinada já pelos tempos, e pelos Francezes, acabaria com a sua auzencia, o General Pizarro respondeo com o desinteresse que o caracterizava “Quem tem empregado a mocidade no serviço para que ha de poupar a velhice ?” 
Em virtude do seu offerecimento foi nomeado Brigadeiro, e Commandante da segunda Brigada da Divizão de Voluntários Reaes ; organizou-a, e Commandou-a até o Rio de Janeiro d'ali para Santa Catharina, e desta Ilha por terra até Monte-Vidéo, aonde o Tenente General Barão da Laguna entrou com a Divizão a 20 de Janeiro de 1817.»

VV AA, Notícias Biographicas de Francisco Homem de Magalhães Pizarro,(...) Pelos seus ajudantes d'Ordens. Rio de Janeiro, Imprensa Régia, 1819. pp. 13-14

sábado, 19 de dezembro de 2015

A grande Parada de 18 de Dezembro, o adeus de Lisboa à Divisão

«LISBOA 18 de Dezembro[, 1815].


A Brilhante parada que honrem, por motivo do anniversario da nossa Augusta Soberana, fizerão as Tropas de Linha e Milícias desta Capital , ás quaes se veio reunir a nova Divisão dos Voluntários Reaes do Príncipe, commandada em Chefe pelo Tenente General Carlos Frederico Lecor, apresentou ao numeroso concurso dos habitadores desta Cidade que a vèlla se apinhou , hum dos mais pomposos espectáculos pelo aceio e garbo marcial de todos os Corpos. Entre os de linha se não podia facilmente designar a algum delles a palma da primazia; pois se notava cm todos o particular esmero dos seus respectivos Chefes em apresentarem as tropas do seu commando dignas do sempre illustre nome de Guerreiros Portuguezes. Ao vêr estes aguerridos Soldados, despertavão-se em nossa imaginação as victorias que coroarão de louros os guerreiros Portuguezes no Douro, no Bussaco, em Albuera, em Ciudad-Bodrigo, em. Badajoz, em Arapiles, em Vittoria, nos Pyrenéos, cm S. Sebastião, no Nivelle, Nive, e Adour, em Ortbez, e nas margens do Ets e Garona, em toda a parte em fim onde na ultima gloriosa luta lhes foi preciso combater, devendo-lhes em grande parte Portugal a independência, a Hespanha a liberdade, a França o paternal Governo dos Bourbons, a Inglaterra e o seu Grande Wellington trofeos e gloria immortal pela invencível força com que, unidos os Portuguezes e Bretões debaixo do commando de Arthur, contrastarão intrépidos os bellicosos Exercitos e os mais hábeis Generaes do inimigo commum da Europa.



Entrarão pois sucessivamente as Tropas de Linha e Milicias na espaçosa Praça do Terreiro do Paço, e ruas immediatas, depois das 11 horas, e ficou reservada a Praça do Rocio para os quatro Batalhões de Caçadores, que formão as duas Brigadas do Corpo de Voluntários Reaes do Príncipe, que perto da meio-dia entrarão e se formarão na dita Praça, attrahindo particular attenção dos espectadores a firmeza, continência marcial, e alto grão de disciplina a que este Corpo tem sido elevado pelo seu illustre Commandante em Chefe, e pelos Brigadeiros Avellez, e Pizarro, que vinháo á frente das suas respectivas Brigadas. - Chegou pouco depois á Praça do Rocio o Illustrissimo e Excelentissimo Tenente General Francisco de Paula Leite, Governador das Armas desta Capital e Provincia, e cumprimentando o Illustrissimo e Excelentissimo Tenente General Lecor, feitas as continencias pela tropa, e passada revista aos quatro Batalhões, se encaminhárão ambos os Generaes ao Terreiro do Paço, d’onde voltárão a postar-se, com os seus luzidos Estados Maiores, (unindo-se-lhes o Illustrissimo e Excelentissimo Tenente General, d’Artilheria, José Antonio da Rosa), junto do Portão do Palácio do Governo.



Tinha dado o Castello de S. Jorge e as Fortalezas a costumada salva ao meio-dia; e á huma hora em ponto começárão no Terreiro do paço as tropas as descargas, principiando cada huma das tres pelos Parques de Artilheria seguida immediatamente em toda a linha da Infanteria. - Acabadas as descargas passárão os Generaes Leite e Lecor ao meio da Praça, onde o primeiro entoou por tres vezes o Viva á nossa Augusta Soberana, a que em toda a linha as tropas e o povo correpondêrão com enthusiasmo; acção que repetio o General Lecor, com as mesmas circunstancias. Passou depois o Governador das Armas, no lugar que anteriormente occupava, e principiárão as tropas a desfilar pela sua frente na ordem seguinte:



Rompião a marcha dois Esquadrões de Cavallaria dos Regimentos n.º 1 e 4, e após elles a Cavalaria dos Voluntarios Reaes do Commercio; vinha depois hum Parque de Artilheria Montada, do Regimento de Artilheria n.º 1, de 3 peças e 1 obuz; e, formados em columna, começárão a marchar os Voluntarios Reaes do principe,a  cuja frente se [posicionou] o seu Comandante em Chefe, que, conduzindo a Divisão até principiar a desfilar pela frente do Governador de Armas, passou a tomar lugar ao lado deste, (ao qual estava tambem unido o Tenente general Rosa), o que igualmente (...) fazendo os dois Commandantes das Brigadas desta Divisão. - Marchárão em seguimento della os dois Batalhões de Artilheiros Nacionaes Oriental e Occidental,e  atraz delles hum Parque de 5 peças e 1 obuz, do sobredito Regimento de Artilheria n.º1. - Forão avançando immediatamente a Brigada de Infantaria n.º 1 e 16, outro Parque  de 3 peças e hum obuz, e a Brigada n.º 4 e 13, o Regimento da Guarda Real da Polícia, e o ultimo parque de Artilheria Montada de 5 peças e 1 obuz. -Desfilárão consecutivamente os dois Regimentos de Milicias Oriental e Occidental, finda a passagem dos quaes se retirárão o Governador das Armas, e os Tenentes Generaes Lecor e Rosa, ficando o innumeravel concurso regosijado de vêr este esplendido apparato militar, que no seio da doce paz se não mistura com funestas recordações.»



in: Gazeta de Lisboa, n.º 299, 19.12.1815


http://books.google.pt/books?id=lgcwAAAAYAAJ

sábado, 5 de dezembro de 2015

Soldado de Infantaria da DVRP (Ivan Washt Rodrigues)


Soldado de Infantaria da DVRP
ilustração de Ivan Washt Rodrigues

In: DUARTE, Paulo de Queiroz, Lecor e a Cisplatina 1816-1828 ( 3 v.), Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército Editora, 1984.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Marcha terrestre da Divisão de Voluntários Reais d'el-Rei, desde julho de 1816


Ver Marcha DVRR 1816 num mapa maior

Entre Julho e Agosto de 1816, os cerca de 5000 homens e mulheres da Divisão de Voluntários Reais do Rei, em duas brigadas de um regimento de infantaria e um batalhão de caçadores cada, mais dois corpos de cavalaria e a brigada de artilharia, iniciaram a marcha terrestre desde a então Vila Nova do Desterro, hoje Florianópolis até a fronteira da então Banda Oriental, hoje Uruguai. Em pleno Inverno, estes soldados acamparam muitas vezes em sitios ermos, arenosos, no meio de tempestades com a fúria do Atlântico Sul ao largo. Atravessaram de cima a baixo a Lagoa Mirim, desde a vila de Rio Grande, pelo canal de S. Gonçalo, entrando logo em território da Liga Federal (ou dos Povos Livres) pelo arroio de S. Miguel.

Este é um projeto em andamento em que pretendo traçar o trajeto das diversas colunas da Divisão dos Voluntários Reais, com base no itinerário oficial estipulado pelo estado-maior divisionário, incluindo os depósitos de víveres, e duas memórias: a do Tenente-coronel Francisco de Paula Azeredo, comandante 
António Claudino de Oliveira Pimentel
do 2.º batalhão do 2.º Regimento de Infantaria (que nasceu do antigo 3.º Batalhão de Caçadores, dos 4 com que se formou originalmente a DVRPríncipe (1)); e a do Tenente-coronel António José Claudino de Oliveira Pimentel, que estava na vanguarda e, portanto, nas primeiras colunas desta marcha.

Os descritivos no mapa irão sendo atualizados com datas de passagens, com as observações gerais dos memorialistas. O coronel Claudino de Pimentel chegou a ser vítima de uma suposta tentativa de homicidio por um outro oficial. Foi em Torres, quando a vanguarda entrou no Rio Grande do Sul.

Fontes memorialistas:
- AGUILAR, Francisco D’Azeredo Teixeira D’, Apontamentos Biographicos de Francisco de Paula D’Azeredo, Conde de Samodães, Porto, Tip. Manoel José Pereira, 1866;
- PIMENTEL, Júlio Machado de Oliveira, Memorial Biographico de um militar ilustre O General Claudino Pimentel, Lisboa, Imprensa Nacional, 1884;

Para o itinerário oficial pelo Quartel Mestre:
- DUARTE, Paulo de Queiroz, Lecor e a Cisplatina 1816-1828 (3 vv.), Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército Editora, 1984.

(1) O nome original da unidade. Muda em Maio de 1816, quando em virtude do falecimento da rainha Dona Maria, se passou a chamar Divisão de Voluntários Reais d'el-Rei. 


ATUALIZAÇÃO:
- Colocação de dados acerca do Coronel Claudino Pimentel 
- Colocação de dados acerca do Coronel Francisco de Paula Azeredo 
- Colocação de dados acerca do "Itinerário de Marcha da Ilha de S. Catarina até ao Estreito no fim da lagoa de Patos", elaborado pelo major Miguel António Flangini, deputado do Quartel Mestre General.

Plano de Organização da Divisão de Voluntários Reais do Príncipe (30MAI1815)

PLANO DE ORGANIZAÇÃO DA DIVISÃO 
[30 de Maio de 1815]

Composta da 1.ª e 2.ª Brigada de Voluntários Reais do Príncipe, cada composta de:


2 Batalhões de 8 Companhias cada

3 Esquadrões de Cavalaria
1 Companhia de Artilharia

EM Divisão, 7

EM Brigadas, 10
Estado Completo dos 4 BatInf, 3632
EC Cavalaria, 894 (800 cavalos)
EC Artilharia, 252
Musicos, 36
TOTAL, 4832 homens e 800 cavalos



Estado Maior da Divisão
1 Tenente General, Comandante em Chefe
1 Ajudante general & Secretário Militar (Oficial general)
1 Quartel Mestre General (Brigadeiro)
2 Oficiais de Engenheiros
2 Auditores Encarregados (Intendências dos Víveres + Bagagens)
Total, 7

Estado Maior de uma Brigada

1 Brigadeiro
1 Major de Brigada
1 Ajudante de Campo (Tenente)
1 Cirurgião Mor de Brigada (grad. Major)
1 Capelão
Total, 5

Estado maior de um Batalhão de 8 Companhias

1 Tenente-Coronel comandante
2 Majores
1 Ajudante
1 Quartel Mestre
2 Cirurgiões Mores (grad. Capitães)
1 Ajudante Sargento
1 Quartel Mestre Sargento
1 Corneta Mor (grad. 1.º sargento)
1 Coronheiro
1 Espingardeiro
Total, 12


Composição de uma Companhia do Batalhão
1 Capitão
1 Tenente
2 Alferes
1 1.º sargento
4 2.º Sargentos
1 Furriel
6 Cabos de Esquadra
6 Anspeçadas
2 Cornetas
88 Soldados
Total, 112

Total das 8 Companhias, 896

Total de um Batalhão com o seu Estado Maior, 908
Total dos dois Batalhões de Infantaria de uma Brigada, 1816


Corpo de Cavalaria composto de 6 Companhias, pertencendo a uma Brigada


Estado Maior

1 Tenente-Coronel (3 cavalos)
2 Majores (4 cavalos)
1 Ajudante (1 cavalo)
1 Quartel Mestre (idem)
1 Capelão (idem)
2 Cirurgiões Mores (grad. Capitães) (2 cavalos)
1 Picador (grad. Tenente) (1 cavalo)
1 Ajudante Sargento (idem)
1 Quartel Mestre Sargento (idem)
1 Trombeta Maior (idem)
1 Seleiro (idem)
1 Coronheiro
1 Espingardeiro
Total, 15 homens e 16 cavalos


Composição de uma Companhia de Cavalaria
1 Capitão
1 Tenente
1 Alferes
2 Sargentos
1 Furriel
4 Cabos de Esquadra
4 Anspeçadas
1 Trombeta
1 Ferrador
48 Soldados montados
8 Soldados a pé
Total, 72 homens e 64 cavalos

Total das seis Companhias, 432 homens e 384 cavlos

Total do Corpo de Cavalaria de uma Brigada, 447 homens e 400 cavalos


Corpo de Artilharia pertencente à Divisão, composto de duas Companhias com quatro bocas de fogo cada uma, a saber, três peças de calibre 6 e um Obuz de 6 polegadas


Estado Maior

1 Oficial Superior
1 Ajudante
1 Quartel Mestre
1 Ajudante sargento
1 Quartel mestre Sargento
1 Corneta Mor
2 Ferreiros
2 Serralheiros
2 Carpinteiros de Machado
2 Carpinteiros de Obra Branca
Total, 14

Composição de uma Companhia de Artilharia

1 Capitão
1 1.º Tenente
3 2.º Tenentes
1 1.º Sargento
2 2.º Sargentos
2 Artífices de Fogo
1 Furriel
6 Cabos de Esquadra
2 Cornetas
100 Soldados
Total, 119

Total das duas Companhias, 238

Total do Corpo de Artilharia, 252

Banda de Música para uma Brigada

2 Mestres
16 Músicos
Total, 18

Total de Musicos para a Divisão, 36

Primeira formação da Divisão (24Jun1815): A Cavalaria e a Artilharia

ORDEM DDIA 24.6.1815
PRIMEIRA FORMAÇÃO DA DVRP
III. CAVALARIA

1.º Corpo de Cavalaria
TenCor. Antonio Manoel de Almeida Morais Pessanha
Maj. Joaquim Claudio Barbosa Pitta (Cav.3)
Maj. Antonio de Castro Ribeiro (Cav.3)
Quartel-Mestre - Duarte José da Cruz (Cav.7)
Capelão - José Pinto dos Santos (Inf.21)

1.ª Companhia - Cap. José Antonio Esteves de Mendonça e Sá (Cav.1)

2.ª Companhia - Cap. Antonio de Cerqueira (Cav.9)
3.ª Companhia - Cap. João de Nepomuceno (Izidro) de Macedo (Inf.11) 
4.ª Companhia - Cap. Miguel Pereira de Araujo (Cav.7)
5.ª Companhia - Cap. Lôpo de Vasconcellos Pereira (de Abreu) (Cav.12?)
6.ª Companhia - Cap. José Maria de Sá Camello 

Tenentes

José de Mello Sousa e Menezes (GRPolicia)
Fortunato de Mello (Cav.11) 
Luiz Estevão Couceiro (Cav.11)
José Francisco Rapôzo (Cav.8)

Alferes

João Gomes da Silva (Cav.1)
Anselmo José de Almeida Valejo (Cav.8)
Antonio José da Rocha (Cav.9)
Antonio Pedro da Rocha (Cav.3)
Carlos Schultz

2.º Corpo de Cavalaria

TenCor. João Vieira Tovar de Albuquerque (Cav.9) 
Maj. João Nepomuceno de Lima (Cav.4) 
Maj. Duarte Joaquim Corrêa (de Mesquita) (Cav.8) 
Quartel-Mestre - Francisco Nunes do Amaral (Cav.1)
Capelão - Manoel Martins (Caç.4)

1.ª Companhia - Cap. Francisco Ignacio da Silveira (Cav.8)

2.ª Companhia - Cap. Bento José Duarte (Cav.4)
3.ª Companhia - Cap. José de Barros e Abreu (Cav.1) (Maj)
4.ª Companhia - Cap. José Maria de Cerqueira (Cav.9)
5.ª Companhia - Cap. Joaquim Antonio de Moraes Palmeiro (Cav.4)
6.ª Companhia -

Tenentes

João Baptista de Oliveira (Cav.4)
Antonio Maria Xavier (Cav.4)
João Xavier de Moraes Resende (Cav.3)

Alferes

Sebastião Rodrigues (Cav.1)
José Dias de Carvalho (Cav.5)
Antonio Figueira de Almeida (Cav.8)
José de Mendonça (Cav.7)


Corpo de Artilharia

Comandante - Maj. Maximiliano Augusto Penedo (Art.2)
Ajudante - Cap. Vicente Antonio Buys (Art.2)

1.ª Companhia - Cap. José Ricardo da Costa (Silva Antunes) (Art.2)

2.ª Companhia - Cap. Antonio José da Silva (Art.2) 

Primeiros-Tenentes

João Caetano Rozado (Art.2)
Joaquim Filippe Lamprêa (Art.2)

Segundos-Tenentes

João Ignacio Holbech (Art.1)
Roque Antonio de Faria (Art.1)
Faustino Antonio Jovitta (Art.1)
José Dias Serrão (Art.3)
Gabriel Antonio Francisco de Castro (Art.4)